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¿Hay alguien ahí? Arecibo [1]

Monday, January 15th, 2007

Como ya dije, la inspiración para esta serie homenaje a Carl Sagan me llegó vía un post de Entropía donde se transcribían los 1679 bits del Mensaje de Arecibo. Este mensaje fue una secuencia de “pitidos” que se emitieron desde el radiotelescopio de Arecibo (aquel pedazo de “antena” que aparecía en la pelicula GoldenEye) en 1974. Se emitió en dirección al cúmulo globular de Hércules (M13 en el Catálogo Messier), que dista más de 20 mil años luz de la tierra. Suponiendo que el mensaje viaje a la velocidad de la luz, tardará más de 20 mil años en llegar a su objetivo, suponiendo que haya “alguien” que lo escuche, lo entienda y tenga la tecnología para responder, la respuesta tardará en llegar otros 20 mil años. Si nos da por esperar más vale que nos armemos de cubos de Rubik, Nintendos DS y libros de sudokus.Los 1679 bits que se emitieron fueron los siguientes (hay que omitir los espacios):

0 0 0 0 0 0 1 0 1 0 1 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 0 0 0 0 0 1 0 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 1 0 0 0 1 0 0 0 1 0 0 0 1 0 0 1 0 1 1 0 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 0 1 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 1 1 1 0 0 0 1 1 0 0 0 0 1 1 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 1 0 0 0 0 1 1 0 1 0 0 0 1 1 0 0 0 1 1 0 0 0 0 1 1 0 1 0 1 1 1 1 1 0 1 1 1 1 1 0 1 1 1 1 1 0 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 1 1 1 0 0 0 1 1 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 1 1 0 1 0 0 0 0 1 1 0 0 0 1 1 1 0 0 1 1 0 1 0 1 1 1 1 1 0 1 1 1 1 1 0 1 1 1 1 1 0 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 1 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 1 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 1 1 1 0 1 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 1 0 1 1 1 0 1 0 0 1 0 1 1 0 1 1 0 0 0 0 0 0 1 0 0 1 1 1 0 0 1 0 0 1 1 1 1 1 1 1 0 1 1 1 0 0 0 0 1 1 1 0 0 0 0 0 1 1 0 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 0 0 0 0 0 1 1 1 0 1 1 0 0 1 0 0 0 0 0 0 1 0 1 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 0 0 1 0 0 0 0 0 0 1 0 1 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 1 1 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 0 1 0 1 0 0 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 0 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 0 1 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 1 0 0 0 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 0 0 1 0 0 0 1 0 1 0 0 0 0 0 1 0 1 0 0 0 1 0 0 0 0 1 0 0 0 1 0 0 1 0 0 0 1 0 0 1 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 1 0 1 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 1 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 1 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 0 0 1 1 1 1 1 0 1 0 0 1 1 1 1 0 0 0

Puede que parezca que no tiene ningún sentido, pero nada más lejos de la realidad. Primero de todo debemos partir de la premisa de que 1679 es un producto de dos primos, por lo que solo puede dividirse por dos cifras: 23 y 73 (aparte de por 1 y por si mismo, claro), es lo mismo que decir que 1679 se puede expresar como 23 por 73. Es decir, podemos organizar esos bits en un cuadrilátero con lados de 23 y 73 bits. Si lo organizamos como un cuadrilatero de 23 bits de alto y 73 de ancho (apaisado) el mensaje es incoherente, pero, si lo hacemos al revés (73 de alto por 23 de ancho) nos queda algo así (una vez más, hay que omitir los espacios)

0 0 0 0 0 0 1 0 1 0 1 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
0 0 1 0 1 0 0 0 0 0 1 0 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0
1 0 0 0 1 0 0 0 1 0 0 0 1 0 0 1 0 1 1 0 0 1 0
1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 0 1 0 0 1 0 0
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0
0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0
0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
1 1 0 0 0 0 1 1 1 0 0 0 1 1 0 0 0 0 1 1 0 0 0
1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 1 0 0 0 0
1 1 0 1 0 0 0 1 1 0 0 0 1 1 0 0 0 0 1 1 0 1 0
1 1 1 1 1 0 1 1 1 1 1 0 1 1 1 1 1 0 1 1 1 1 1
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1
1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
1 1 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 1 1 1 0 0 0 1 1 0 0 0
1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0
1 1 0 1 0 0 0 0 1 1 0 0 0 1 1 1 0 0 1 1 0 1 0
1 1 1 1 1 0 1 1 1 1 1 0 1 1 1 1 1 0 1 1 1 1 1
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1
1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0
0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0
0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0
0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 1 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0
0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 1 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0
0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0
0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0
0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0
0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0
0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0
0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0
0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0
0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0
0 0 1 0 0 0 1 1 1 0 1 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0
0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
0 0 1 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
0 0 1 0 0 0 0 1 0 1 1 1 0 1 0 0 1 0 1 1 0 1 1
0 0 0 0 0 0 1 0 0 1 1 1 0 0 1 0 0 1 1 1 1 1 1
1 0 1 1 1 0 0 0 0 1 1 1 0 0 0 0 0 1 1 0 1 1 1
0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 0 0 0 0 0 1 1 1 0 1 1
0 0 1 0 0 0 0 0 0 1 0 1 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1
0 0 1 0 0 0 0 0 0 1 0 1 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0
0 0 1 0 0 0 0 0 1 1 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
0 0 1 1 1 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
0 0 1 1 1 0 1 0 1 0 0 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1
0 0 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 0 1 0 1 0 0
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 0 0 0 0 0 0
0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0
0 0 0 0 1 1 1 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 0 0 0 0 0 0
0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0
0 0 1 1 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 1 0 0 0 0
0 1 1 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 0
0 1 0 0 0 1 0 1 0 0 0 0 0 1 0 1 0 0 0 1 0 0 0
0 1 0 0 0 1 0 0 1 0 0 0 1 0 0 1 0 0 0 1 0 0 0
0 0 0 0 0 1 0 0 0 1 0 1 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0
0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 1 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0
0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0
0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 1 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
0 1 1 1 1 0 0 1 1 1 1 1 0 1 0 0 1 1 1 1 0 0 0

Si queremos que quede más claro pondremos esta serie en una pantalla. Imaginemos un monitor de 73 píxels de alto por 23 de ancho, de forma que cada píxel coincida con un bit del mensaje. Supongamos también que un 0 significa que el píxel está apagado, y un 1 significa que el píxel está encendido. El resultado sería esto:

¿Mejor? El mensaje está dividido en bloques de información, referentes a diversos “datos”, desde los números del 1 al 10, hasta el diámetro del radiotelescopio desde donde se emitió.

  • Primer bloque:

Los números del 1 al 10 escritos en binario (de izquierda a derecha).

0 0 0 1 1 1 1 00 00 00
0 1 1 0 0 1 1 00 00 10
1 0 1 0 1 0 1 01 11 01
X X X X X X X X X X

Las X (que equivalen a 1s, en gris en el dibujo) indican que esta hilera son “bits de control” (bits que no contienen información), marcan el final de cada número, es decir, cada número está transcrito empezando por arriba: 1 equivale a 001=1, 2 equivale a 010=10, 3 a 011=11 y así hasta llegar al 7, que es 111. El 8, 9 y 10 están en dos columnas (ya que tienen 4 dígitos en binario) y se leen también “desde arriba”, pero empezando por la columna de la derecha (8=001000=1000, 9=001001=1001, 10=001010=1010).

  • Segundo bloque:

Los números atómicos de los componentes básicos del ADN.

0 0 0 1 1
0 1 1 0 1
0 1 1 0 1
1 0 1 0 1
X X X X X

Las X vuelven a significar el “final” de cada número, y se cuentan como en el 1er bloque (de arriba a abajo). Si hacemos la cuenta obtenemos (de izquierda a derecha): 1 (Hidrógeno), 6 (Carbono), 7 (Nitrógeno), 8 (Oxígeno) y 15 (Fósforo). Estos elementos también son la piedra angular de cualquier molécula que intervenga en la Vida (o por lo menos en la “Vida” tal y como la conocemos nosotros).

  • Tercer bloque:

Estructura del ADN. Se muestran las 4 bases nitrogenadas (adenina, timina, citosina y guanina), un azúcar (la desoxirribosa, que se muestra 4 veces) y un fosfato (que también se muestra 4 veces). Si los “aliens” se lo trabajan entenderán que cada nucleótido que forma el ADN se compone de UNA base nitrogenada, UN azúcar y UN grupo fosfato (de ahi que esas dos últimas moléculas esten repetidas cuatro veces).La formulación también está en numeración binaria, partiendo de la base de que se entienda la información del segundo bloque. Se muestra cada molécula como una “suma” de átomos de los elementos del bloque anterior. Ejemplo para la desoxirribosa (fórmula C5OH7)

11000
10000
11010
XXXXX

(X bit de control), Suponiendo un número por columna obtenemos las cifras 7, 5, 0, 1 y 0. Con los datos del segundo bloque y cogiendo como referencia el átomo más ligero primero y el más pesado el último, obtenemos 7 átomos de hidrógeno, 5 átomos de carbono, 0 átomos de nitrógeno, 1 átomo de oxígeno y 0 átomos de fósforo. Esto se corresponde con la fórmula de la desoxirribosa (C5OH7), aunque no se dan datos ni de la forma de la molécula ni de su estructura.

  • Cuarto bloque:

Está formado por dos partes, las curvas (en rojo) intentan representar que el ADN tiene forma de doble hélice, y el bloque central es un número de 32 bits del número de nucleótidos del ADN humano. El número está puesto en medio y a lo largo de las dos “hélices” para sugerir que esa es la longitud de la cadena. Si lo quereis calcular allá vosotros, pero es un número de la magnitud de los miles de millones. Si os da por ahí os he marcado el bit de control en gris (como siempre).

  • Quinto bloque:

El elemento central (en rojo) representa la figura de un Humano (creo que es lo más obvio, pero después de tanto numerito los aliens seguro que flipan cuando lleguen a esta parte). El elemento blanco de la derecha representa el número de personas que poblaban la tierra en 1974, alrededor de 4 mil millones (acordaros del bit gris si quereis calcularlo).Las lineas verdes indican que el numero contenido entre ellas (en blanco) es la distancia de los pies a la cabeza de la figura. El número es X0111 (X bit de control) que leído de derecha a izquierda nos da 1110, es decir 14. ¿14 qué? Como sería harto complicado el intentar explicar el sistema métrico con cuadraditos se toma como referencia algo que sea universal (algo que los aliens puedan comprender), en este caso se toma la velocidad de la luz como referencia. Sabiendo que la frecuencia a la que se emitió el mensaje es de 2380 MHz y sabiendo el valor de la velocidad de la luz podemos obtener la longitud de la onda, que nos da unos 12,6 centímetros. Multiplicando esos centímetros por 14 (el número que aparece en el mensaje) obtenemos unos muy razonables 176 centímetros (razonables para ser la altura de un humano adulto).

  • Sexto bloque:

Una representación de nuestro sistema solar, con el Sol a la izquierda y los planetas a continuación (Mercurio, Venus, La Tierra, Marte, Jupiter, Saturno, Urano, Neptuno y Plutón, que por aquel entonces aún era planeta). Se intenta también dar una idea del tamaño de los objetos del sistema (muchos puntos para el Sol, 3 para los gigantescos Júpiter y Saturno, 2 para los menos gigantescos Urano y Neptuno… y etc etc). Las medidas no responden a ningún tipo de escala (ni de broma Júpiter es solo 3 veces más grande que la Tierra y etc etc).El tercer planeta (en azul) aparece “desalineado” respecto a los demás, para remarcar La Tierra, el lugar desde donde se mandó el mensaje… por si a los aliens les apetece exterminarnos (por pesados con los numeritos)

  • Séptimo bloque:

Una representación del radiotelescopio de Arecibo (en rojo) con sus medidas. Las lineas verdes (como en el esquema del Humano) representan la distancia que hay entre un extremo y el otro del plato del radiotelescopio y el número (en blanco) que hay entre ellas son las medidas.

100101
111110X

(X bit de control) Este número es 100101111110, es decir 2430. Tomando la misma referencia de antes (los 12,6 cm de la longitud de onda del mensaje) y multiplicandola por esa cifra obtenemos 306,18 metros: el diámetro del radiotelescopio.El mensaje da una idea de lo difícil que sería la comunicación con inteligencias extraterrestres, con las cuales no compartiríamos ningún tipo de referente. Este mensaje está basado sobretodo en tres premisas: 1, que las matemáticas son un lenguaje universal, 2, que los “receptores” invertirían todo el esfuerzo necesario en descifrar un patrón de radio “lógico” proveniente de las estrellas (nosotros lo haríamos, espero) y por supuesto 3, que las “inteligencias” que lo reciban hayan llegado a un punto en su desarrollo en el que sean capaces de recibir señales de radio (que putada que el mensaje llegue y los aliens esten descubriendo el fuego, o liados construyendo pirámides)

En realidad el mensaje fue más un intento de demostrar hasta donde había llegado el ingenio humano (fuimos capaces de mandar un mensaje al infinito) que un intento serio de contactar con alguien. Caben muchas posibilidades, desde que M13 no se encuentre en el lugar hacia donde se apuntó el mensaje (todo objeto celeste se mueve) hasta que realmente alguien lo reciba… da lo mismo, 50 mil años son muchos años, y al paso que vamos lo que me parece más tristemente probable es que no quede humanidad que pueda recibir una respuesta.

  • Fuentes:

The Arecibo Message
Wikipedia Guiri
Google (bravo)

¿Hay alguien ahí? [intro]

Friday, January 12th, 2007
La ausencia de evidencia no es evidencia de ausencia

Carl Sagan

Con motivo del 10º aniversario de la muerte de Carl Sagan (el pasado 20 de diciembre), me hubiera gustado homenajearle de alguna manera. Sagan fue una de las personas que marcó mi infancia-adolescencia (sobretodo gracias a Cosmos), contagiándome el amor y la fascinación que el sentía por la ciencia, la vida, el universo y todo lo demás. Si no fuera por el quizá mi escala de intereses sería diferente, quizá mis aficiones serían otras, quizá la ciencia me resultaría algo inhospito y aburrido.

Creo que no soy el único al que le pasa. Mirando este fragmento de Cosmos podríamos deducir que a alguna que otra gran empresa también pudo verse inspirada por el trabajo divulgador de Sagan:


Quise homenajearle desde aquí el mismo día del aniversario, pero no fui capaz de redactar nada “digno”, además, todo se me iba hacia la categoría “brasa fina” (como me ha influido Carl Sagan bla bla lo echo mucho de menos bla bla), algo totalmente incoherente y egoísta. Un buen homenaje a Sagan debe ir categorizado en Ciencia. No dejo de ser una piltrafa sin estudios, por lo que hacer posts “científicos” (aunque me gusta) siempre me hace sentir un quiero-y-no-puedo, pero es lo que digo: Es mi blog. Y si gran parte de la blogosfera angloparlante e hispana se hizo eco, yo no voy a ser menos. Una vez tomada la decisión seguía quedando lo más importante: ¿Y ahora que digo?

Vía Microsiervos me encuentro con la solución, una transcripción de Entropía del Mensaje de Arecibo. Esto me ha ayudado a tomar una decisión: empezar una serie de posts sobre la participación de Sagan en la variedad de “mensajes” que los humanos han lanzado a las estrellas. Sagan siempre fue uno de los defensores de la idea de “el espacio es tan grande que cabe cualquier cosa que te imagines”. Pensaba que decir que, en alguna parte, existiesen seres inteligentes no era nada descabellado. Por supuesto siempre defendió su postura desde un prisma científico y racional, Sagan era anti magufos, y como tal, sabía de sobras que la probabilidad de que los aliens nos visiten, que el fenómeno OVNI exista y que lo que digan los cuatro iluminados sea cierto, es NULA.

El Mensaje de Arecibo

Como enfriar cerveza en pocos minutos

Wednesday, December 20th, 2006
Una de las mayores calamidades con la que nos encontramos en nuestro día a día es el llegar a una casa (no hace falta que sea la nuestra) con un buen surtido de cervezas debajo del brazo… y no poder beberlas, ya que están calientes. Podemos ponerlas en el congelador, y en aprox. 30 minutos las tendremos frescas. Pero claro, las queremos YA y esperar 30 minutos es duro.

Vía mimetist WebLog he encontrado la solución: Poner las cervezas en un recipiente con agua, hielo y sal. Si pones ese recipiente en un congelador en cuestión de 2-3 minutos la cerveza quedará a la temperatura perfecta.

¿Por qué? La disolución de la sal en agua es un proceso que necesita energía para llevarse a cabo (endotérmico si nos ponemos guais), esta energía se obtiene del “calor” del agua, por lo que cuando disuelves sal la temperatura del agua disminuye (por eso cuesta menos disolver cosas en liquidos calientes). Al disolver sal también estamos bajando la temperatura a la que el agua se congela, por lo que el hielo de la mezcla se licuará más rapidamente, y como el “cambio de estado” de hielo a liquido también es un proceso endotérmico (se necesita energía para que el agua se reorganice), la temperatura del conjunto aún bajará más.

Si hicieramos el experimento fuera de la nevera la cerveza casi no se enfriaría, puesto que la mayor parte de la energía necesaria se absorbería del “calor” del aire de la habitación. Sin embargo, si lo hacemos dentro de una nevera o de un congelador la práctica totalidad de la energía necesaria para el proceso saldrá del “calor” de la cerveza.

Es más fácil entenderlo si nos imaginamos el recipiente como algo que necesita energía para funcionar, y nosotros se la suministramos en forma de “pila” (cerveza a temperatura ambiente). La pila (cerveza) suministrará energía (perderá calor) al recipiente hasta que se agote (hasta que se enfríe del todo).

Por supuesto funciona con todo tipo de bebidas. En cosa de 2-5 minutos tendreis cualquier bebida fría. Viva la termodinámica ¿no?

Estudia una carrera para esto

Monday, December 4th, 2006
Google puede ayudar a dar con el diagnóstico en El Mundo

…Un profesor de Medicina preguntó en clase a uno de sus alumnos cómo había llegado a determinar el diagnóstico exacto de un caso. “Tecleé en Google los síntomas del paciente y me apareció”…

Y no es el único:

…Hangwi Tang y Jennifer Hwee Kwoon, especialistas del Hospital Princesa Alexandra de Brisbane (Australia) y autores del artículo, seleccionaron entre tres y cinco términos de búsqueda por cada una de las historias clínicas. Sin conocer el diagnóstico real, introdujeron las palabras en Google y eligieron los tres diagnósticos que aparecían en el buscador de forma más relevante y que, a su juicio, mejor encajaban con los síntomas del paciente.

El acierto fue pleno en 15 de los casos (lo que representa un 58%). Y eso pese a que se trataba de patologías raras y poco frecuentes como el síndrome de Cushing (un trastorno hormonal), el de Churg-Strauss (de tipo autoinmune), el de necrólisis tóxica epidérmica, etc…

Da que pensar, ¿no? posiblemente los estudiantes de medicina sean los más puteados del país… todo para que alguien teclee 3 palabras, haga click en “voy a tener suerte”… y nisiquiera tenga que gastarse la pasta en tratados y más tratados. Estudiad estudiad malditos.

Noticia completa

(Vía Sospechosos Habituales)

Adopta gonorrea

Tuesday, November 28th, 2006
Atención a esto:

¿A que son adorables? Adopt a Microbe nos propone que adoptemos un estreptococo, un estafilococo, un bacilo o cualquier microorganismo que nos apetezca, aprendiendo algo de microbiología en el camino. Su autora dedica cada post a un microbio (dice que algún día también empezará con los virus), lo ilustra… y lo “destripa”… ya que nos los llevamos a casa está bien saber si son Gram-positivos, o si se contagian por vía sexual, o si tienen parientes (cuantos y cuales).

También conoceremos que enfermedades causan y como tratarlas. Es un buen dato, por ejemplo: si Yersinia Pestis nos parece mono y se lo queremos pedir a los reyes, antes de meterlo en casa estará bien saber que, entre otras cosas, mató a uno de cada tres europeos en el siglo XIV.

Pero no hay que ser egoísta. Ahora que se acercan las navidades es el momento ideal para darles un hogar a estas monadas.

Y tranquilos, también hay gonorrea para todo el que quiera.

(Vía un enlace visto en la sidebar de Southern Exposure)

(Actualización): Ha sido darle al “Publicar” y acordarme de una web que vendían reproducciones de virus y bacterias de peluche. Tras un poco de google la he encontrado: En GIANTmicrobes podreis comprar versiones del Ébola, de Peste Negra, de Sífilis o de Gonorrea tiernas y abrazables.

Geocentrismo

Tuesday, November 21st, 2006
Atención a lo que se vió en el 50×15 francés. La pregunta:

¿Qué objeto orbita alrededor de la Tierra?
a) la Luna – b) el Sol – c) Marte – d) Venus


No se que es más grave, que el tio tenga que pedir comodines, que la mayoría del público se equivoque, o que haya un 2% de cabrones público que diga Marte (eso se responde para joder al concursante, anda que no)

(Vía Gaussianos)

Evitemos el No Sé

Monday, November 20th, 2006
…aunque las medicinas sirven para curar muchas afecciones no dejan de ser venenos. Veneno en pastillas, en sobres o en jarabes. Si somos capaces de recordar el nombre de una cerveza que nos gusta y diferenciarla de otras, o si sabemos qué galletas de chocolate están más sabrosas, qué menos que dedicar un poco de atención a las sustancias que directamente influyen sobre nuestra salud.

Existencia

Tuesday, October 24th, 2006
Para que estés ahora aquí, tuvieron que agruparse de algún modo, de una forma compleja y extrañamente servicial, trillones de átomos errantes. Es una disposición tan especializada y tan particular que nunca se ha intentado antes y que sólo existirá esta vez. Durante los próximos mucho años -tenemos esa esperanza-, estas pequeñas partículas participarán sin queja en todos los miles de millones de habilidosas tareas cooperativas necesarias para mantenerte intacto y permitir que experimentes ese estado tan agradable, pero tan a menudo infravalorado, que se llama existencia.

Por qué se tomaron esa molestia los átomos es todo un enigma. Ser tú no es una experiencia gratificante a nivel atómico. Pese a toda su devota atención, tus átomos no se preocupan en realidad por ti, de hecho, ni siquiera saben que estás ahí. Ni siquiera saben que ellos están ahí. Son, después de todo, partículas ciegas, que además no están vivas. Sin embargo, por la razón que sea, durante el periodo de tu existencia, tus átomos responderán a un único impulso riguroso: que tú sigas siendo tú.

-Bill Bryson, en la intro de Una breve historia de casi todo

La importancia de saber matemáticas

Friday, September 29th, 2006

Igor Tamm, premio Nobel de física en 1958, contaba una anécdota que me parece digna de reproducir.

Había estallado la revolución de Octubre (el 25 de octubre de 1917 según el calendario juliano, que se encontraba aún en uso en Rusia en esa época; 7 de noviembre según el calendario gregoriano, adoptado a partir de 1918), y a nuestro protagonista lo detuvieron unos milicianos cerca de Odessa, donde se hallaba buscando comida. Le tomaron por un agitador antiucraniano, pero decidieron no matarlo y llevarlo en cambio ante su jefe.

Éste le preguntó a qué se dedicaba. Tamm respondió que era matemático. El jefe de los milicianos le dijo que lo demostrara: “Calcúlame el error cometido al aproximar una función arbitraria por un polinomio de Taylor de n términos. Si lo haces bien, te dejo ir. Si no lo sabes hacer, te fusilamos”.

Tamm, tembloroso, dibujó con su dedo sobre la arena el desarrollo de la fórmula. Su vida dependía de ello. Al acabar, el jefe guerrillero le echó un vistazo y ordenó que lo soltaran.

Años después, siendo ya premio Nobel, Tamm contó en persona esta anécdota. Nunca llegó a averiguar quién era aquel jefe de guerrilleros con conocimientos matemáticos. Siempre usó esta anécdota para instruir a sus alumnos sobre la necesidad práctica de saber matemáticas.

(Vía Curioso Pero Inútil)

Teorema del Punto Gordo

Thursday, June 1st, 2006

El teorema del punto gordo sostiene que dos rectas paralelas se cortan en un punto, siempre que el punto sea suficientemente gordo.

(Vía la inciclopedia, antes frikipedia, chapada por la Innombrable)